segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mais inscrições rupestres são encontradas em Luiz Correia

A equipe do Programa Descubra o Piauí foi até a localidade Lagoa do Riacho no interior de Luiz Correia, já quase na divisa dos estados do Piauí e Ceará onde fomos informados da existência de indícios de civilizações antigas.

O funcionário público e acadêmico de pedagogia, Antônio José, nos levou até a propriedade dos irmãos Lisboa e Sebastião onde tivemos a possibilidade de constatar as inscrições rupestres em meio a propriedade de 130 hectares. O local, assim como os que já visitamos, fica próximo a um manância de águas e ao redor possui várias formações rochosas que poderiam ser perfeitamente habitadas por civilizações antigas. A ação do tempo e do homem na queimada para o plantio, não foram suficientes para apagar totalmente os registros, para nós abstratos, firmados nas pedras.

Na localidade não existe água encanada, luz elétrica e qualquer sinal de urbanização. Os moradores de Lagoa do Riacho precisam caminhar uma longá distância para conseguir água para banhar e aguardam semanalmente a chegada de carro-pipa para receber o líquido que servirá para beber e cozinhar. Em nossa visita os moradores, com recursos próprios, contrataram um empresa que levou maquinário para perfurar um poço mais próximo das residências aguardando a eletrificação rural chegar para poder, através de bombeamento, receber água em casa.

Durante todo o dia homens e máquinas trabalharam para encontrar água boa para consumo, algo difícil na região de lençois freáticos de água salobra. Ao final da tarde quando a perfuração já alcançava quase 70 metros de profundidade veio a felicidade dos moradores de Lagoa do Riacho: água boa para beber e cozinhar.

Um fator inesperado nos chamou atenção. Segundo os próprietários, naquela região geológos de vários estados, inclusive de uma mineradora do Goiás, estiveram no terreno dos irmão Lisboa e Sebastião e fizeram muitas perguntas e uma análise superficial do sub-solo. Segundo os laudos, há a possibilidade de existir uma jazida mineral no sub-solo da localidade.

"Eles vieram a primeira vez em 2001, depois outros estiveram com a gente anos depois, mas nunca mais fizeram contato. É muito comum por aqui ter helicóptero voando meu terreno, já contamos uns oito desses aviões", relata o agricultor Lisboa. Em Lagoa do Riacho não é difícil encontrar fibra de rocha, muito utilizada em veículos modernos e aparelhos eletrônicos, além de pedras brilhosas que parecem bastante com minério de ferro.

"Através de análise macroscópica constatei a existência de magnetita, moscovita e quartzo. Existe também a possibilidade de conter titânio, lítio, tântalo, tório, lantânio, césio e minerais pesados", declara em relatório feito em 2001 o geólogo baiano, Daniel Silva da Luz.

Francisco Brandão para o ProParnaiba.com

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