quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Grupo Tartarurugas Marinhas de Ilha Grande tem projeto selecionado pela Petrobrás
Cerimônia de anúncio dos vencedores. (Foto: Agência Petrobras de Notícias)
ILHA ATIVA - Projeto da Ilha Grande é selecionado pelo Programa Petrobras Ambiental. Foram inscritos 928 projetos de país para investimento de mais de R$ 78 milhões. Na última terça-feira (26) os vencedores do Programa Petrobras Ambiental 2010 foram anunciados após grande expectativa. Tradicionalmente, a empresa é uma das que mais investe recursos financeiros em projetos ambientais pelo Brasil, embora esse montante seja ínfimo perto do que se gasta para poluir. De 2008 para cá (o prêmio é bianual) o aporte aumentou. Entre os 928 projetos inscritos, 44 foram selecionados e vão dividir uma verba de R$ 78,2 milhões, contra R$ 40 milhões e R$ 46 milhões nos anos de 2004 e 2006.
 
O projeto Comissão Ilha Ativa - Cia, da cidade de Ilha Grande do Piauí foi uma das finalistas do Programa Petrobras Ambiental, que patrocina financeiramente projetos ligados a preservação do Meio Ambiente. Foram 928 projetos inscritos de todas as regiões do país para concorrer ao investimento de mais de R$ 78 milhões. O projeto CIA foi a única do Piauí a ser selecionada.
O Grupo Tartarugas Marinhas, que pertence ao projeto CIA, desenvolve atividades de pesquisa no litoral piauiense. O grupo é formado por estudantes de biologia e engenharia de pesca e biólogos voluntários.
 
De acordo com Francinalda Rocha, presidente do CIA, o principal objetivo do projeto é preservar, conservar e monitorar as Tartarugas Marinhas na Área de Proteção Ambiental do Delta do Paranaíba. "Estou muito feliz em saber que nosso projeto foi o único do Piauí contemplado pelo programa Petrobras Ambiental. Nossa tarefa é a recuperação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce. Fomos apreciados pelo nosso trabalho com as tartarugas marinhas", enfatiza Francinalda.
 
Se as tartarugas chegam às praias do Espírito Santo e Bahia, lá no Piauí também tem gente com os olhos voltados para elas. O projeto Tartarugas do Delta, da Comissão Ilha Ativa (CIA) pretende intensificar seus trabalhos no litoral piauiense. “Nós já fazíamos o cuidado das tartarugas de forma voluntária, mas precisávamos de patrocínio para continuar o trabalho. Como nós atuamos na Área de Proteção Ambiental (APA) do Delta do Parnaíba, nos estados do Piauí, Ceará e Maranhão, vamos continuar em busca de outros recursos”, explica Francinilda Rocha, presidente da CIA.

O objetivo do programa Petrobras Ambiental é gerenciar, de forma integrada, as ações de patrocínio ambiental realizadas em todas as suas unidades e subsidiárias. Desde que foi criado, o PPA já patrocinou centenas de projetos e alcanções dezenas de bacias e ecossistemas em cinco biomas brasileiros: Amazonia, Mata Atlântica, Caatinha, Cerrado e Pantanal.
 
Já é praxe da Petrobras apoiar projetos sobre conservação da vida marinha, mas este ano houve outros destaques importantes na área socioambiental. Há 41 anos atuando no Norte e no Centro-Oeste, a Operação Amazônia Nativa (OPAN) foi uma das contempladas com um projeto que pretende implementar planos de gestão ambiental em terras indígenas e criar alternativas econômicas sustentáveis. “Este projeto envolve três povos indígenas, três áreas com um total de 1 milhão de hectares de mata em pé. O maior desafio é o entorno das terras indígenas no noroeste do Mato Grosso. Temos lugares muito bem conservados, mas o entorno tomado por um modelo muito predatório de ocupação. O objetivo é conseguir desenvolver o projeto e ampliar para um diálogo com as comunidades próximas e fazê-los pensar na conservação”, propõe Juliana Almeida, antropóloga da OPAN.
 
Os projetos vencedores foram divididos em três linhas de atuação: fixação de carbono e emissões evitadas (16 trabalhos aprovados), recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce (15 projetos) e gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos (13 iniciativas). Os recursos devem ter prazo de execução de 18 a 24 meses.

Edição: Jornal da Parnaíba
Com informações de Francinalda Rocha

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