Jornalista e apresentador conheceu de perto o trabalho da artista popular e destacou a força da cultura piauiense
Jornalista e apresentador conheceu de perto o trabalho da artista popular e destacou a força da cultura piauiense
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O encontro foi divulgado por Nêda Lopes em suas redes sociais na véspera de Natal, quarta-feira (24). Durante sua passagem pelo Piauí, o jornalista se encantou com os versos de Nêda e recitou um de seus poemas, “Acordei Velho”, que fala sobre o passar do tempo e o desejo de viver tudo o que ainda se sonha — entre o balançar da rede e o passar dos dias.
“Não foi o tempo fora de mim que passou, por fora tenho a mesma idade.
Será se mudamos assim de um dia pra outro, de jovens sagazes a velhos saudosos?
Acordei cedo demais para a velhice que sonhava.
Pra ver o dia nascer, ver a tardinha vir lentamente me buscar pra dormir um sono bem cedo.
Balançar numa rede, cochilar numa cadeira de balanço.
Não estou com os dias contados nem nada disso.
Vou chegar lá um dia, quem sabe.
Talvez fique bem velhinho.
Talvez viva todas as coisas que hoje anseio”
Recitou Pedro Bial em áudio enviado ao telefone de Nêda, elogiando os versos da artesã que também cria com as palavras.
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| Reprodução Instagram |
Nêda Lopes mostrando suas peças de artesanato ao jornalista.
Ao compartilhar o encontro, Nêda brincou com o nome do programa do apresentador, dizendo que “agora posso dizer que tive uma Conversa com Bial”, ou que ele poderia afirmar que “teve um Café com a Nêda”, descrevendo ambos como “dois programas imperdíveis”.
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| Reprodução Instagram |
Pedro Bial e Nêda Lopes brincam em foto com o tamanho do jornalista.
“Ele é grande, gigante não só no tamanho, uma pessoa sensível e simples demais. Ele escuta de verdade, com o coração, e a conversa foi tão boa que ele voltou com a linda Maria Prata, que eu achei maravilhosa. Enfim, teve conversa, poesia e muitas risadas”, contou Nêda, desejando que o casal volte sempre.
Nêda Lopes é uma artesã piauiense reconhecida por retratar o vilarejo de Barra Grande, onde vive, construindo “vilinhas” — pequenas casinhas feitas com restos de canoas e madeiras que guardam histórias do mar e do povoado. Há mais de 20 anos produzindo arte, passou a comercializar suas peças há cerca de nove anos e, em 2024, recebeu a Medalha do Mérito Renascença, a maior honraria concedida pelo Estado do Piauí. Suas obras já foram expostas em salões e mostras em várias partes do Brasil.
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